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terça-feira, 21 de julho de 2015

De Israel chega-nos mais um pouco da História de Camarate


O fantástico amigo do Jornal de Camarate Inácio Steinhardt, após ler em Israel a nossa partilha de um pouco da História da nossa Vila, brindou-nos com mais um pedaço de História de Camarate que, acreditamos, muitos de nós - senão todos - desconhece. Deixamos também menção ao seu livro

Citando:
"Qamrat significa em árabe "duas luas"
A tribo berbere de Benu Qamrat era berbere, do sul do Sahara, e por isso eram negros. Os três reguengos Unhos, Frielas e Aldeia dos Negros foram concedidos por D. Afonso Henriques ao judeu Yahia Ben Yaish, em recompensa pela ajuda que este lhe deu na conquista de Santarém e talvez também na conquista de Lisboa. 

Aldeia dos Negros era a aldeia dos Benu Qamrat. Os descendentes de Yahia ficaram conhecidos por Ibn Yahia, mas mais tarde também lhes chamavam Ibn Yahia Negro, por terem uma quinta na tal aldeia dos negros. David Negro tinha também propriedades em Almada. Quando ele tomou o partido de D. João de Castela, na sucessão de D. Fernando, e fugiu para Castela, todos os seus bens foram confiscados e entregues ao Condestável, que também instalou na quinta de Camarate a sua mãe. Nessa altura, a mulher de David Negro recorreu do confisco das propriedades, por si e pelos seus filho, alegando que não eram responsáveis pelos actos do marido e pai. 

D. João I manteve a propriedade de Camarate ao Condestável, que depois a legou à Ordem dos Carmelitas, e devolveu aos Negros as propriedades de Almada, onde ainda existe o Rio do Judeu. Escrevi sobre isso no meu livro "Raizes dos Judeus em Portugal"."


Capa completa: contracapa, lombada, capa e badanas.

 por Inácio Steinhardt
Journalist - Translator -Researcher
Tel Aviv Journalists Association, Tel Aviv
Israel Translators Association, Tel Aviv
Associação Portuguesa de Tradutores, Lisboa
Society for the Study of the Jews of Sefarad and the Sefardi Diaspora, Jerusalem;

Web sites and blogs:
www.steinhardts.com (English)
www.steinhardts.com/ishluz (Português)
ishluz.wordpress.com (Português)
steinhardts.wordpress.com (História das Palavras) 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Homenagem a Jorge Monteiro "Breitner"




Durante toda minha vida,
muitas pessoas passaram por mim,
dia após dia.
Mas somente algumas dessas pessoas,
ficarão para sempre em minha memória.





Essas pessoas são ditas amigas,
e as levarei para sempre em meu coração,
às vezes pelo simples fato de terem
cruzado meu caminho,
às vezes pelo simples fato de terem dito
uma única palavra de conforto quando eu precisei.
Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção,
e me ouvido falar de minhas angústias,
medos, vitórias, derrotas...

 


Às vezes por terem confiado em mim,
e me contado também seus problemas,
angústias, vitórias, derrotas...
Isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é amar.
E amigos de verdade,
ficam para sempre em nossos corações,
assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.

À você meu amigo:
você é muito especial e importante para mim.
Sua amizade para mim tem um valor enorme,
e nada que eu possa dizer à você,
pode ser tão especial ou mais significativo
do que sua amizade para mim.


Um abraço de um amigo Paulo Ribeiro

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O papel do Educador Social na Prevenção e Redução de Riscos

A prevenção além de um ato educativo é igualmente fundamental para a aquisição e desenvolvimento de competências ou seja aprendizagem. Com a prevenção à uma mudança ou mesmo reeducação a nível de comportamentos, atitudes e hábitos.


Já o objetivo da redução de riscos considera-se a prevalência e a incidência quer do consumo de drogas

quer das doenças e prejuízos relacionados com o mesmo, ou seja é uma ação mais fundamental, multidisciplinar bem como pragmática.

A nível das toxicodependências ao falar-se em redução de riscos está mais direcionada para a proteção a nível sexual ou seja gravidezes indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis bem como em programas de trocas de seringas na qual aqui centra-se a redução de riscos do HIV e outras doenças com transmissão a nível sanguínea.

Já a diferença a nível da prevenção, os esforços são a maioria das vezes centrados nas famílias, na medida em que tem um maior impacto, já a nível da prevenção isoladamente quer em jovens ou crianças valorizam-se os métodos interativos.

Desta forma, a prevenção na minha opinião pessoal tem um maior impacto a nível pedagógico do que a redução de riscos, uma vez que os programas de prevenção incluem o treino de competências da vida em geral, e também a nível de competências sociais, uma vez que se atua a nível da prevenção quer nas famílias, nas escolas, na comunidade e a nível isolado com os indivíduos, ou seja, a prevenção ou acreditar e apostar nela é evitar risco, é estar na linha da frente, e não reduzir riscos. E como educadora social é fundamental saber que os problemas sociais tais como a problemática das toxicodependências vão fragilizando o Homem, aniquilando os seus horizontes e propósitos futuros. É nesta linha de reflexão que emerge a educação social, como crescimento absoluto de cada pessoa e como membro estratégico de uma sociedade regida pela cooperação e solidariedade, onde a educação é inseparável da evolução social e humana, ou seja trabalhar-se desde cedo e sempre a nível das (s) prevenções.

Desta forma cabe ao Educador Social, (re) construir saberes, competências e práticas propensas ao desenvolvimento, educar significa intervir, com uma finalidade, um objetivo concreto e bem delineado, com intenção de provocar algum efeito.

Todos os princípios da ação da redução de riscos quer a nível de cidadania, da relação, da participação, de se educar para a saúde, quer igualmente a acessibilidade aos serviços de saúde e sociais, são, sem duvida tomadas de decisões concretas para se intervir ao nível de reduzir consequências, todas estas medidas, o transmitir informação, o encaminhar para serviços mais adequados, o apoiar e o escutar são sem duvida medidas importantes e fundamentais na minha opinião mas implica frequentemente trabalhar com indivíduos com muitos problemas psicossociais e contextos difíceis e situações imprevisíveis, dai a minha opinião sem antes de se trabalhar a nível da redução de riscos, valerá mais o esforça de trabalhar a prevenção.

A prevenção é fundamental que seja direcionada a todos os tipos de população, quer crianças, jovens, adultos, famílias, comunidades, escolas, entre outros, desta forma o sentido de responsabilidade é construído ao longo do crescimento e desenvolvimento com base nos quadros de valores de referência, a nível de percursos educativos balizados e em bases informativas credíveis e honestas.

Já a nível de programas ao nível da família são fundamentais para fortalecer os recursos pessoais e sociais da família no trabalho da prevenção, de promover os vínculos dos pais e educadores à escola dos seus filhos e aumentar o conhecimento das famílias sobre as consequências do abuso de drogas.

Outro dos fatores fundamentais é o facto da participação dos pais na vida dos filhos, aumentando igualmente a participação das famílias no processo de discussão sobre drogas, através da criação de espaços próprios para diálogo e comunicação familiar.

Quando falamos em educação social devemos analisar as características do meio social envolvente ao sujeito a intervir. Desta forma os problemas sociais são reflexões, às quais podemos recorrer ao conceito de educação social, sendo que esta abrange um campo de intervenção num espaço-comunitário, com características diferentes, tanto no âmbito social como no carácter pedagógico.
Autora:

Sandra Afonso | Técnica Superior de Educação Social

domingo, 23 de novembro de 2014

Alunos de escola de Camarate há seis anos em contentores

Câmara promete um novo espaço.

Dias de chuva sem recreio têm sido a realidade dos alunos de uma escola básica de Camarate, em Loures, que estudam há quase seis anos em contentores e anseiam pela construção de um novo equipamento, já anunciado pela câmara. 
 

Em 2009, o edifício que acolheu durante várias décadas a escola básica n.º 1 de Camarate foi desativado e os alunos transferidos "provisoriamente" para contentores instalados em frente ao antigo estabelecimento.

Seis anos depois, cerca de uma centena de alunos do primeiro ciclo e do pré-escolar continuam a estudar em contentores, mas com a promessa da Câmara de Loures de que terão brevemente uma escola nova.

A notícia foi recebida com bastante satisfação pelos responsáveis do estabelecimento escolar, que se queixam das atuais condições.

"Tem sido bastante difícil, nomeadamente em tempos de calor, quando há problemas com o ar condicionado. No inverno a água entra, forma grandes poças de água e é difícil os meninos virem ao recreio", conta à Lusa Branca Neves, adjunta da direção do Agrupamento de Escolas de Camarate.

Dentro de uma das salas de aula, já habituadas a esta realidade, as crianças de uma turma do terceiro ano escrevem no caderno as palavras ditadas pela professora, aguardando pelo toque para almoço.

Refeitório em espaço improvisado

À semelhança das salas de aula e da biblioteca, também o refeitório funciona num espaço improvisado, que vai "remediando".

Cá fora, no pátio, a vereadora da Educação da Câmara de Loures, Maria Eugénia, diz à Lusa que a intenção da autarquia (liderada pelo PCP desde outubro de 2013) é que a nova escola, orçada em cerca de dois milhões de euros, esteja concluída até 2016.

"Vamos construir um edifício de raiz garantido as condições básicas que a escola pública tem e merece. Estamos neste momento a preparar os planos e os projetos", adianta a autarca.

Maria Eugénia Coelho lamenta o facto de a situação se ter arrastado durante tantos anos e refere que o aluguer durante seis anos dos contentores correspondeu a um encargo de cerca de meio milhão de euros. No estabelecimento escolar estudam 70 alunos do 1.ºciclo e 25 do pré-escolar.
 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Datas e curiosidades sobre a Vila de Camarate

- O título de Visconde de Camarate foi instituído por decreto de D. Luís I de 25 de Maio de 1870 e confirmado por carta do mesmo monarca de 31 de Maio do mesmo ano em favor de Hermenegildo Augusto de Faria Blanc.

 
Lista de viscondes de Camarate:
• Hermenegildo Augusto de Faria Blanc (23 de Setembro de 1809 - 14 de Janeiro de 1882);
• João Augusto de Faria Blanc (20 de Julho de 1848 - 1934).

- A 1 de Agosto de 1934, iniciaram-se as carreiras diárias de camioneta para LISBOA, da Isidoro Duarte - passando pela Charneca do Lumiar, evitando assim a caminhada até à Estrada do Caminho de Ferro em SACAVÉM.
 
- Em 1935, as povoações de Sacavém e Camarate eram servidas por uma estrada única que as ligava e cujo estado era lastimoso. Os veículos não conseguiam transitar, sendo obrigados a "dar a volta pela Estrada Militar, para pagar ainda por cima o frete".

- A 14 de Fevereiro de 1937, passa CAMARATE a ter luz eléctrica.

- A 1 de Agosto de 1950 é fundado o Grupo Desportivo Águias de Camarate.

- A 8 de Junho de 1952, foi inaugurada a água canalizada. Estes dois últimos melhoramentos, deveram-se aos esforços do Sr. Eng. Bandeira Vaz, que viveu os seus últimos dias, na Quinta das Areias, em Camarate, onde é hoje a" Casa de Repouso de S.José ".

- A 19 de Outubro de 1953, é inaugurado o edifício para o ensino primário - Escolas do Plano dos Centenários.

- A 1 de Março de 1964,é inaugurada a Estação dos Correios em Camarate.

- A 4 de Dezembro de 1980 ocorreu um desastre de aviação em Camarate, no qual faleceu o Primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro. 
O desastre deu-se depois de um pequeno Cessna, que transportava Sá Carneiro e seus acompanhantes, ter descolado do aeroporto da Portela com destino ao Porto, onde o Primeiro-Ministro era aguardado para um comício com o candidato presidencial do partido - Aliança Democratica, general Soares Carneiro.
As causas do acidente não foram estabelecidas, e uma enorme polémica à volta da queda do avião começou a desenhar-se.

- Centro de Dia para a Terceira Idade: inaugurado a 28 de Agosto de 1993. Anteriormente neste local, funcionava uma escola onde muitos dos actuais sócios aprenderam a ler e a escrever.

- Em 4 de Junho de 1996 foi elevada a vila por decreto da Assembleia da República

- A Associação Unitária de Reformados e Pensionistas é uma das mais dinâmicas da freguesia. Possui um grupo coral composto por mais de 20 elementos.

- Existem, um pouco por toda a parte, vestígios de Camarate ter sido uma área sujeita a abalos sísmicos, o que levou a que os edifícios mais antigos, incluindo a Igreja Matriz, fossem reforçados com estruturas metálicas, única forma de reaprumar as grossas paredes de pedra, as quais abriram fendas, principalmente nos topos.

- Sócio nº1 do Grupo Desportivo Águias de Camarate - Sr. Inácio de Silva Morais.

fonte:escola eb23máriodesácarneiro
pt.wikipedia.org

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Marchas Populares Infantis animam ruas de Camarate

Realizou-se, no dia 13 de junho, um Desfile de Marchas Populares Infantis, organizado pelo Agrupamento de Escolas de Camarate - D. Nuno Álvares Pereira, que encheu de colorido, animação e música popular portuguesa as ruas daquela vila.

A tarde do dia 13 de junho foi de festa nas ruas de Camarate. Organizado pelo Agrupamento de Escolas de Camarate - D. Nuno Álvares Pereira, o Desfile de Marchas Populares Infantis teve como palco a rua principal da vila, junto à Igreja Matriz, reunindo todas as escolas deste Agrupamento: EB1/JI Nº1, EB Nº2, EB1 Nº4, EB1 Nº5 e EB1 Nº6 de Camarate, EB1/JI de Fetais, EB1/JI Quinta das Mós e EB2/3 Mário de Sá Carneiro.


O espírito dos santos populares dominou todo o desfile, que contou com a participação de 300 alunos e 80 adultos, entre eles professores, auxiliares, músicos e elementos do júri, envolvendo a comunidade local em clima de festa e transformando-a numa espécie de encerramento de ano letivo. A música popular foi comum a todas as escolas, a letra criada por cada uma delas e cantada pelo respetivo coro, ao qual se juntou a participação da Orquestra “ Bora Nessa”.

Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures, marcou presença neste evento, aceitando o convite para apadrinhar a marcha da EB1/JI de Fetais. O autarca deu início ao Desfile, fazendo um agradecimento especial ao Agrupamento de Escolas de Camarate - D. Nuno Álvares Pereira pela organização desta iniciativa, “que muito contribuiu para a dinamização da vida da população de Camarate”. A este espírito popular aderiram, também, a presidente da Assembleia Municipal de Loures, Fernanda Santos e o presidente da União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação, Arlindo Cardoso, que apadrinharam a marcha da EB1 Nº6 de Camarate. Raquel Carvalho, diretora deste Agrupamento de Escolas, agradeceu a presença de todos os que se juntaram “àquela que é a festa da comunidade de Camarate”.


Após este animado e colorido desfile popular pelas ruas de Camarate, a festa prosseguiu na escola EB2/3 Mário de Sá Carneiro onde, para além de várias demonstrações de música, teatro e poesia, teve lugar a apresentação dos três finalistas do Desfile de Marchas Populares Infantis. 
O terceiro lugar foi atribuído à EB1 Nº6 de Camarate, o segundo à EB Nº2 e o grande vencedor foi a EB1/JI de Fetais.

A festa continuou com mais demonstrações e atividades lúdicas, bem como com a típica festa da sardinha e da febra assadas, não fosse 13 de junho o dia de Santo António.

domingo, 15 de junho de 2014

Comunicado do Jornal de Camarate para todos os leitores

Após algumas mensagens, nos últimos tempos, referindo que o Jornal de Camarate estaria a tornar-se um meio de informação política para alguns, cabe-nos esclarecer ou reavivar as nossas ideologias.

O
Jornal de Camarate é um órgão NÃO OFICIAL de informação de Camarate.

O Jornal de Camarate é um blog informativo que compila notícias, sobre a freguesia de Camarate, e também outras freguesias do concelho de Loures , disponíveis online em outros sites informativos.


Também partilhamos e divulgamos toda informação que nos chega, via facebook e/ou e-mail, de queixas ou sugestões. O e-mail noticiasdecamarate@gmail.com está SEMPRE disponível para isso mesmo.

O Jornal de Camarate não tem profissionais da comunicação social a trabalhar 8, 12 ou 24h. Não há profissionais aqui! Existe sim gente voluntária, sem remuneração que, nos seus tempos livres dedica parte dele ao Jornal, a Camarate.  Por tal, por vezes, a actualização do mesmo não é feita com a maior das regularidades.

Ninguém no Jornal tem tendências políticas ou cor partidária. As oportunidades são iguais para todos! Já foram aqui divulgadas notícias de todos os partidos políticos, Verdes, CDS, PS, CDU, PSD, PNR, BE...

Toda a informação que partilhamos é, só e "apenas", para dar a conhecer aos CAMARATENSES, de uma maneira mais fácil e compacta, todas as notícias que circulam sobre a nossa terra.
 
Todos os Camaratenses têm a possibilidade de escrever para o Jornal, dar ideias, sugestões, opiniões, divulgar problemas, etc... e ver o seu assunto ser o assunto de todos nós, divulgado aqui, sem problemas, sem cartão de eleitor aliás, como muitos já o fizeram, divulgando acções e informando sobre situações que estão mal ou bem por Camarate. Sobre o que aconteceu ou vai acontecer.

Porque o Jornal de Camarate é de TODOS!

A todos os leitores, bem hajam.

sábado, 31 de maio de 2014

A Grande História da Vila de Camarate

Toda a História da nossa Vila de Camarate
O topónimo Camarate parece derivar do facto de, em tempos, aqui se ter cultivado uma casta de videira chamada camarate ou, em alternativa, pelo facto de, na Idade Média, aqui se situar a Camarata Real, onde pernoitavam os nossos reis, quando se dirigiam para o norte do país. Mais provável é que o nome derive, porém, do nome de uma família berbere que aí se destacou sob a ocupação mourisca: os Banu Qamaratti.

Segundo documentos oficiais Camarate terá pertencido a David Negro, um judeu, ao tempo Almoxarife das Alfândegas do reino. Após a morte do rei, David Negro foi obrigado a fixar-se em Toledo, onde morreu. Não é difícil interpretar estes factos. A morte de D Fernando fez o país mergulhar numa profunda crise social e política em que os 'graúdos', aqueles que mais 'tinham de seu', tomaram o partido de dar o trono a D. Beatriz e ao seu marido, o rei de Castela, enquanto que o povo, a 'arraia miúda', pondo acima de tudo a independência nacional, defendeu que fosse rei o bastardo Mestre de Avis.

A Batalha de Aljubarrota resolveu a questão a favor do Mestre de Avis e todos os partidários do rei de Espanha ou morreram naquela batalha ou tiveram que fugir para a vizinha Castela. David Negro terá sido um dos ricos que nunca imaginou que o Mestre viesse a sair-se bem desta questão dado que - e é importante frisá-lo - Portugal tinha, ainda no reinado de D. Fernando, perdido três guerras com Castela. Quem perde três, perde quatro, pensaram todas as pessoas que exerciam cargos de importância no país. Mas enganaram-se e acabaram no exílio. Aliás, é significativo que David Negro tenha escolhido Toledo. Era lá que residia o rei de Leão e Castela, era lá a corte castelhana.
Os numerosos bens de David Negro foram doados pelo novo rei D. João I ao seu precioso aliado D. Nuno Álvares Pereira para o recompensar dos muitos serviços prestados (1422). De todos os bens de David Negro, os de Camarate eram, ao que parecia, os mais valiosos, sendo constituídos pela Quinta do Salter.
E quais eram os serviços prestados por D. Nuno Álvares Pereira ao Novo Rei?
Era tudo!
O Novo Rei devia a coroa ao empenho e esforço de Nun'Álvares - O Condestável.
D. Nuno Álvares demonstrou ser um nobre português ao provar que os castelhanos não eram invencíveis. Aos castelhanos soube dar-lhes batalha nos campos alentejanos e veio animar as gentes de Lisboa que sofriam um cerco horrível, onde se esgravatava o chão das antigas feiras para comer.

Foi Nun'Álvares que, para resolver a discussão sobre qual o futuro do rei de Portugal nas Cortes de Coimbra, quis usar da força das armas - o que o Mestre rejeitou.
E foi finalmente Nun'Álvares Pereira que optou e bem por enfrentar o novo exército castelhano que mais uma vez invadia Portugal, antes que ele chegasse à capital, contrariando os que rodeavam o Mestre de Avis. O resultado já se disse, foi a estrondosa vitória portuguesa de Aljubarrota, que afastou por muito tempo, as veleidades castelhanas ao trono de Portugal.

Após a morte do rei D. João I, Nun'Álvares Pereira passou a viver na Quinta do Salter e nela construiu uma capela em honra de Nossa Senhora do Socorro. Destes testemunhos históricos apenas existem os restos da capela que actualmente se encontra na Igreja Matriz.
Durante a Idade Média, Camarate foi, e até ao 1.º de Maio de 1511, parte integrante da vizinha freguesia de Sacavém; surge, no entanto, bastantes vezes mencionada nos documentos, sabendo-se que era - a par de Sacavém, Unhos e Frielas - terra reguengueira. Fez parte do dote que Fernando I de Portugal concedeu a sua esposa, Leonor Teles de Menezes.
Por essa altura, durante o governo de Agapito Colona como bispo de Lisboa, foi fundada a primitiva Igreja Matriz, entretanto reconstruída e ampliada.

Por altura da crise de 1383-1385, uma quinta aí situada, pertença do judeu David Negro, almoxarife das alfândegas reais no reinado de D. Fernando, foi confiscada e entregue prontamente a Nuno Álvares Pereira, que aí passou alguns anos com sua mãe, antes de professar no Convento do Carmo. Nessa quinta fundou o Condestável uma capela consagrada a Nossa Senhora do Socorro, a qual viria a doar aos Carmelitas, que aí fundaram um convento, extinto em 1834.

Por via de Nuno Álvares Pereira, Camarate viria a ser integrada, mais tarde ainda, com muitas terras vizinhas, no património da Casa de Bragança.
A freguesia de Camarate foi enfim criada por um foral (uma carta de privilégios concedida pelos antigos monarcas de Portugal) de D. Manuel I, datado de 1 de Maio de 1511, sendo separada administrativamente da freguesia de Sacavém.

A partir do século XVI tornou-se um local muito concorrido pela nobreza lisboeta, sendo afamada pela sua produção vinícola (da casta camarate, que talvez tenha dado o nome à vila), característica das quintas que fizeram parte do quotidiano desta freguesia até meados do século XX.

Foi parte integrante do Termo de Lisboa (até 1852), depois do concelho de Santa Maria dos Olivais (entre 1852 e 1886); posteriormente voltou a transitar para o concelho de Lisboa (entre 1886 e 1895); por fim, em 1895, foi integrada no concelho de Loures, onde permanece até hoje. Em 4 de Junho de 1997 foi elevada a vila por decreto da Assembleia da República.

Desde meados do século XX, com o desenvolvimento industrial acelerado e subsequente terciarização, a freguesia tornou-se essencialmente um dormitório da capital.

Camarate é também conhecida por ser a terra de infância de um dos mais famosos poetas de Portugal do século XX: Mário de Sá-Carneiro, pioneiro do Modernismo na literatura portuguesa e um dos membros da Geração d’Orpheu em conjunto com Fernando Pessoa e Almada Negreiros.

Acima de tudo, Camarate é tristemente célebre pelo acidente que tirou a vida ao então Primeiro-ministro social democrata português, Francisco Sá Carneiro, à sua companheira e ainda ao Ministro da Defesa democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, na noite de 4 de Dezembro de 1980, a escassas horas das eleições presidenciais desse mesmo ano, nas quais o candidato do Governo, o general Soares Carneiro, foi derrotado pelo general Ramalho Eanes, que contava com o apoio dos partidos da esquerda. Acidente ou atentado – as duas teses digladiam-se desde há quase vinte e cinco anos... Essa história esteve na origem do filme Camarate.


fonte: compilação de vária 
informação disponível na internet,
e trabalhos elaborados por alunos da  
escola eb23 Mário de Sá Carneiro

domingo, 30 de junho de 2013

Autárquicas 2013 - Candidatos à União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação


Arlindo Cardoso - Candidato da CDU (PCP-PEV) à União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação
https://www.facebook.com/cdu.camarate



Renato Alves - Candidato do PS à União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação
https://www.facebook.com/renatoalves2013




terça-feira, 21 de maio de 2013

Camarate e Alta de Lisboa com melhores acessos ao centro da cidade


Sábado, 18 de maio, foram inaugurados dois eixos essenciais da Alta de Lisboa: a Avenida Santos e Castro e o Eixo Central. Ambas as artérias vêm facilitar os acessos à zona norte da cidade de Lisboa, desviando algum trânsito da Segunda Circular e do Eixo Norte-Sul, assim como a fluência de trânsito na zona oriental do concelho de Loures.
Camarate e Alta de Lisboa com melhores acessos ao centro da cidade

Carlos Teixeira, presidente da Câmara Municipal de Loures, marcou presença na qualidade de parceiro essencial para a conclusão da obra, já que alguns dos terrenos expropriados se situavam no território de Loures, tendo sido necessária uma intervenção da autarquia para que o processo fosse concluído com êxito.

Nas palavras de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a participação de Loures foi fundamental nesta obra, já que sem a sua atuação não teria seria possível a execução do projeto.

Na cerimónia marcaram igualmente presença a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Simonetta Luz Afonso, o arquiteto Manuel Salgado, vice-presidente do Município de Lisboa e responsável pelo projeto agora concluído, os edis das freguesias do Lumiar, da Charneca e da Ameixoeira, e ainda Ribeiro e Castro, em representação da família Santos e Castro, que agradeceu a homenagem prestada a seu pai, antigo presidente da Câmara Municipal da capital
 do nosso País.
Camarate e Alta de Lisboa com melhores acessos ao centro da cidade